A algum tempo neste blog foi falado de atos de hipocrisia
devido comentário tecidos sobre um determinado assunto. Como o fato é sempre
tão recorrente em nossa sociedade, resolvemos traze-lo à tona em um novo espetáculo
sobre o tema.
Para inicio de conversa sobre hipocrisia vamos recordar qual
o seu sinificado.
Hipocrisia: é o ato de fingir ter crenças, virtudes, ideias e sentimentos que a pessoa na verdade não as possui.
O termo “hipocrisia” é também comumente usado
(alguns diriam abusado) num sentido que poderia ser designado de maneira mais
específica como um “padrão duplo”. Um exemplo disso é quando alguém acredita
honestamente que deveria ser imposto um conjunto de morais para um grupo de
indivíduos diferente do de outro grupo ou uma importância demasiada a
determinado assunto que na verdade não o possui.
A palavra deriva do latim hypocrisis e do grego hupokrisis ambos significando a representação de
um ator, atuação, fingimento (no sentido artístico). Essa palavra passou mais
tarde a designar moralmente pessoas que representam que fingem comportamentos. Os atores gregos usavam máscaras de acordo com o
papel que representavam numa peça teatral. É daí que o termo hipócrita designa
alguém que oculta a realidade atrás de uma máscara de aparência.
Bem
com toda essa explicação sobre hipócritas e a hipocrisia vem subconscientemente
uma pergunta: Onde ele que chegar com isso? Pois bem, minha intenção ao
explicar o termo é chamar a sua atenção para o texto abaixo que remete a dois
fatos claros e hipocrisia cometida nesse momento em nosso pequeno e belo estado
sergipano.
O texto foi enviado ao Blog do
jornalista Claudio Nunes e foi escrito pelo leitor Sydney Ulisses*
Shopping,
proinveste e outras mais... por Sydnei Ulisses*Estou impressionado com a comoção social causada pela
cobrança do estacionamento nos shoppings da cidade. Como cidadão militei na
defesa do consumidor, inclusive dirigindo Procon e não me recordo de movimento
tão organizado ferindo diretamente a receita dos comerciantes que investem
muito dinheiro e trabalho para estarem nas privilegiadas praças de alimentação
e corredores destes centros de compras.
Recordo-me que recentemente fatos de violência em shopping como assassinato e
estupro estamparam os noticiários da cidade, e rapidamente, com discretíssima
repercussão, ocuparam a vala do esquecimento. Ninguém se lembra mais do nome do
instrutor de trânsito e tão pouco a idade da adolescente envolvida no caso de
suspeita de estupro.
Claro que os estudantes da faculdade instalada em um dos
shoppings serão prejudicados com acréscimo do custo se quiserem continuar
ocupando as salas de aula, e que os comerciários serão severamente penalizados
já que terão que optar entre pagar R$ 9,00 por dia ou se deslocarem ao trabalho
pagando passagem do "transporte coletivo" de qualidade conhecida,
ofertado aos menos afortunados.
Penso que o movimento de enfrentamento desencadeado por
sindicatos e internautas é legitimo e importante. Digo mais, certamente fará
inveja as cidades em que os shoppings transformaram o estacionamento em fonte
de receita sem serem incomodados. Apenas não consigo entender as reações da
sociedade que cala diante de fatos tão importantes como assassinato e estupro,
mas concentram energia em manifestações contra cobrança de estacionamento.
Quer ver outra? Estamos prestes a perder o aporte de 720
milhões para investimento no Estado de Sergipe, dinheiro do governo federal que
depende da aprovação da Assembléia Legislativa para ser repassado ao governo
sergipano, e os legisladores estão "esgotando" as discussões em torno
da pauta de aplicação dos recursos. Do jeito que vai só pararão de discutir
quando o empréstimo estiver inviabilizado por descumprimento de prazo.
O Estado não vai parar em função da perda deste empréstimo,
mas certamente terá outro ritmo e com certeza deixará de realizar grandes e
importantes obras que geram de forma direta, milhares de empregos aos
sergipanos. No entanto, não tenho percebido manifestações acaloradas das
entidades de trabalhadores nem tão pouco dos internautas.
O Estado vai diminuir o seu crescimento, serão 720 milhões a
menos na economia e certamente muitos sergipanos deixarão de ter acesso a
empregos de carteira assinada se pensarmos apenas na questão do emprego. De
fato todas as áreas serão afetadas contundentemente.
Quero crer que a queda de braço da cobrança do
estacionamento será favorável aos cidadãos, mas gostaria também de poder crer
que a sociedade vai se sensibilizar e encampar as discussões dos
demais temas com a mesma vontade. De outra forma teremos estacionamento
gratuito, com menos empregos, menos obras, menos investimento, menos qualidade
de vida para todos nós. *Sydnei Ulisses coordenou Procon
de 2001 a 2004 em Ribeirão Preto
(sydneiulisses@gmail.com )
Só por ato de curiosidade, há alguma ligação com entre o
texto, a realidade e a hipocrisia?
MAIS SOBRE R. LIMA
R. Lima (Rodeval Lima): Blogueiro, Fotografo e apaixonado por Internet e Tecnologia. Guerreiro, pois para se dá bem nesse mundo precisa ser e o restante é um cara comum e como qualquer oura pessoa apaixonado pela vida.Me Siga NoGoogle+.
oi
ResponderExcluir